Demiurgo

Enquanto o comum dos mortais se sente cada vez mais solitário, atravessando um deserto existencial, oscilando entre uma solidão voltada para o passado, a saudade do que já foi e nunca mais será; e, uma solidão voltada para o futuro, o anseio pelo que poderá ser, mas ainda não aconteceu, ele, está ali sentado, sozinho, a fumar o seu cachimbo, como um demiurgo, que desenha galáxias com a ponta da bota, como quem escreve o seu nome na areia da praia.

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