Esplendor

Para além da fantasmagórica silhueta humana, para além dos pequenos montes de areia, para além do horizonte irregular do mar, o sol pôs-se como se tivesse sido enviado para o espaço, uma estrela anã extinguindo-se no seu próprio vapor de decomposição. A nuvens levadas pelo vento, pairam sobre as conchas vazias espalhadas pelo areal, à espera que a noite substitua o dia, pois nem a lua, nem as estrelas são visíveis. Enquanto a escuridão não reina, o esplendor permanece imóvel sob o céu.

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