Respeito

Há que hastear uma bandeira para lembrar o respeito que lhe devemos, pois o oceano, com o seu drama primordial de vida e morte, lembra-nos sempre de onde viemos e para onde vamos. Embora o ritmo das ondas marque uma espécie de tempo, não é o tempo do relógio ou do calendário. Não tem urgência. É um tempo atemporal. Sabemos que estamos a ouvir um ritmo que permanece o mesmo há milhões de anos. Se isso não merece respeito, nada mais merece. É a respiração da eternidade, que inspira e expira, manifesta e dissolve os mundos infinitamente.

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